São Tomé

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São Tomé é uma cidade hospitaleira. Sua maior fonte de renda é a agricultura, possuindo ainda um eficiente comércio e pequenas indústrias. Tem como referencial o rio Ivaí, o rio dos Índios com uma bela cachoeira com uma queda d’água de aproximadamente 20 metros.

A origem do nome, segundo narra a antiga história do Estado do Paraná, veio do caminho que ia a Peabirú, por gerações daquela década, onde designavam o caminho pelo nome de “Caminho de São Tomé”. Foram grandes os prodígios de civilização nascentes na história do Norte Paranaense, o caminho era o mesmo por onde bandeirantes ajustaram suas pegadas aos rastros dos Jesuítas. Eram milhares de veredas íngremes e inóspito sertão, cujas picadas muito difíceis eram infestadas de todos os percalços naturais de um insondado e virgem abismo verde.

A mesma se estendia da costa de São Vicente, passava o Rio Tibagi, a Rio Piquiri, sendo uma trilha indígena, em demanda ao Atlântico e as regiões distantes do Ocidente. Quanto ao nome e a sua origem, São Tome” vem de uma lenda “Tupi” o caminho de Peabiru, ou caminho da Montanha do Sol, e também conhecido como “Caminho de São Tomé em razão da penetração dos pioneiros do Oeste que confundiram o nome do “Mair” (denominação genérica dada pelos tupis aos seus maiores civilizadores místicos), Zumé ou Sumé, com Santo Tomé, um dos bem-aventurados da Igreja Católica. Permanecendo no coração dos fundadores e dos atuais povoadores recebeu então o nome Tupi conforme a lenda, de São Tomé.

Criado através da Lei Estadual n° 4245 de 25 de julho de 1960, e instalado em 05 de novembro de 1961, foi desmembrado de Cianorte.

Dicas

Lagoa Azul

A mata de uma fazenda da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, entre Jussara e São Tomé, guarda um tesouro da Era Glacial. Trata-se de uma lagoa de água azul e límpida, conhecida por lagoa azul.

O professor Paulo Eduardo de Oliveira, quando fazia parte do departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociência da USP, coletou material do fundo da lagoa e enviou ao Center For Accelerator Mass Spectrometry dos Estados Unidos para teste radiocarbônico. O teste feito pelo professor Thomas Guiderson revelou que os sedimentos basais coletados no fundo da lagoa têm 20 mil anos. Oliveira diz que a lagoa é herança glacial de grande importância para cientistas que pesquisam mudanças climáticas e ambientais ocorridas no Brasil na fase glacial.

Não é aberta visitação a Lagoa Azul, pois a preservação da lagoa é fundamental, pois poucos lugares no mundo guardam amostras vegetais tão antigas.

Araucária

Outra revelação do teste é a característica vegetal da região. Análise de microfósseis vegetais extraídos do fundo da lagoa confirma que há milhares de anos uma floresta de araucária predominava no Paraná, espécie hoje concentrada no sul do Estado.

Galeria de fotos

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Datas comemorativas

  • Aniversário do Município25 de julho